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Hipertensão Arterial

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Hipertensão Arterial

O que é Pressão Arterial

A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce sobre parede das artérias. Ela é medida em milímetros de mercúrio.

Em sua análise são determinadas duas pressões: uma máxima (sistólica), quando o coração se contrai, bombeando sangue pelas artérias, e outra mínima (diastólica), quando ele se dilata.

A pressão arterial é descrita com o valor da pressão sistólica seguido por uma barra e o valor da pressão diastólica. Por exemplo: 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio) – Lê-se: cento e vinte por oitenta (o que equivale a 12/8 – doze por oito).

 

O que é hipertensao arterial (HÁ)?

Hipertensão arterial, também chamada de pressão alta, ocorre quando uma pessoa apresenta elevaçao sistematica da pressão arterial.

Elevações pontuais, isoladas, são fisiológicas, e podem ocorrrer associadas a situações de esforço físico, estresse emocional, dor, etc, e não tornam a pessoa um hipertenso. É preciso que a elevação da pressão arterial seja sustentada.

Atualmente o valor normal de pressão arterial é menor que 120 x 80 mmHg (12 por 8)

Valores entre 120 e 129 mmHg de pressão sistólica e < 80mmHg são classificados como Pressão Arterial Elevada.

Níveis acima de 130/80 mmHg já são classificados como Hipertensão Arterial

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de hipertensão arterial é realizado através da verificação (aferição) da pressão arterial após um período de repouso de 5 minutos, em ambiente calmo.

A pessoa deverá permanecer em silencio, sentado, com as pernas descruzadas e os pés apoiados no chão, recostado na cadeira e relaxado. O braço deverá estar na altura do coração (peito), apoiado e com a palma da mão voltada para cima.

As aferições podem ser feitas utilizando-se esfignomanômetros (os aparelhos para medir pressão arterial) manuais, semiautomáticos ou automáticos (digitais). Esses equipamentos devem idealmente ser certificados pelo INMETRO e calibrados regularmente

O diagnostico não deverá sem baseado em apenas uma medida, sendo muitas vezes necessárias várias aferições para estabelecer o diagnóstico.

Se a leitura inicial apresentar um valor alto, deve-se então, medi-la novamente logo em seguida, ou em outros dias.

Quando houver necessidade o médico poderá indicar a avaliação complementar através de monitorização ambulatorial de pressão arterial (MAPA) ou monitorização residencial de pressão arterial (MRPA).

 

Quais as causas?

Na grande maioria dos casos não há uma causa conhecida (hipertensão arterial primária).

Mas, sabe-se que há muitos fatores que podem ser os responsáveis:

Genética (hereditariedade)

Idade – quanto maior a idade maior o risco

Peso – obesidade é um importante fator de risco

Sedentarismo (falta de atividade física)

Sal – consumo excessivo de sal (sódio) contribui para o desenvolvimento e agravamento da HÁ

Álcool (consumo em grandes quantidades)

Tabagismo – fator de risco comum a muitas doenças cardiovasculares

Estresse (ansiedade, angústia, depressão, excesso de trabalho e falta de descanso) contribui para a elevação da pressão arterial.

 

 A HÁ tem sintomas?

Hipertensão arterial não costuma causar sintomas.

Em grande parte das vezes o surgimento de determinados sintomas que muitos, de maneira equivocada, consideram associados à doença, é uma mera coincidência, a exemplo de: dores de cabeça, sangramento pelo nariz, tontura, rubor facial e cansaço.

Nos casos em que a pessoa apresentar uma hipertensão arterial grave ou prolongada, sem tratamento, podem ocorrer alguns sintomas como dores de cabeça, vômito, falta de ar, agitação e visão borrada, os quais são decorrentes do acometimento de algum órgão-alvo (lesões que afetam o cérebro, os olhos, o coração e os rins).

 

Quais as consequencias da HÁ?

A hipertesão se não for tratada pode, a longo-prazo, contribuir para o surgimento de AVC (acidente vascular cerebrais ou derrames cerebrais), doenças do coração, como infarto, insuficiência cardíaca (aumento do coração) e angina (dor no peito), insuficiência renal (paralisação dos rins) e alterações na visão que podem levar à cegueira.

As graves consequências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento com adequado controle da pressão.

 

O que e hipertensao do jaleco branco? E hipertensao mascarada?

“Hipertensão do jaleco branco”: é o termo utilizado para descrever a alteração de pressão arterial que ocorre apenas quando o paciente está em um consultório ou em ambiente hospitalar, em função do estresse decorrente da consulta a um médico ou outro membro da equipe de saúde.

Neste caso a pressão está elevada durante a consulta, mas, está sempre normal quando aferida fora do ambiente hospitalar.

“Hipertensão mascarada”: é a situação oposta à hipertensão do jaleco branco, na qual a média da pressão arterial determinada através de monitorização ambulatorial de pressão arterial (MAPA) ou monitorização residencial de pressão arterial (MRPA) está elevada, apesar de as medidas de pressão arterial estarem sempre normais durante a consulta médica.

 

Como tratar?

A hipertensão arterial essencial não tem cura, mas deve ser tratada (controlada) para impedir complicações.

Na maioria dos pacientes pode ser inicialmente tentado a redução da pressão arterial através de tratamento não farmacológico, por meio de medidas gerais de reeducação, também conhecidas como modificações no estilo de vida (atividade física, modificação alimentar, redução do sódio).

Quando há falhas no controle não-farmacológico inicial ou há algum critério indicador para inicio imediato do tratamento medicamento, existem diferentes anti-hipertensivos (os medicamentos para tratamento da hipertensão arterial) que poderão ser escolhidos.

O objetivo do tratamento medicamentoso é reduzir a resistência vascular periférica, promovendo vasodilatação e o uso da medicação deverá sem continuo, sem interrupções, podendo existir a necessidade de aumento das doses do decorrer do acompanhamento.

O valor ideal de controle pressão arterial para pessoas com risco de diabetes e doença renal: <130 x 80 mmHg

 

  • Adote uma alimentação saudável:

Evite: açúcares e doces, frutas, derivados de leite na forma integral, com gorduras, carnes vermelhas com gorduras aparente e vísceras, temperos prontos, alimentos industrializados que vêm em latas ou vidros, alimentos processados e industrializados como embutidos, conservas, enlatados, defumados, charque.

Prefira: alimentos cozidos, assados, grelhados ou refogados, temperos naturais como limão, ervas, alho, cebola, salsa e cebolinha, frutas, verduras e legumes, produtos lácteos desnatados.

 

  • Pratique atividade física:ao menos 150 minutos de atividade física moderada dividida durante a semana (andar rápido, correr, pedalar, nadar, etc, 30 minutos 5x/semana ou 50 minutos 3x/semana).

Além disso, modifique alguns hábitos: faça caminhadas, suba escadas ao invés de usar o elevador etc.

 

  • Reduza o sal na comida e evite o consumo de alimentos ricos em sódio: use no máximo uma colher de chá para toda a alimentação diária. Não utilize saleiro à mesa e não acrescente sal no alimento depois de pronto.

 

  • Diminua o consumo de bebidas alcoólicas.

 

  • Não fume!

 

  • Controle o estresse (nervosismo): aprenda a lidar melhor com seus problemas; adote algumas atividades que contribuam para o controle do estresse: divirta-se, faça amigos, leia mais, ouça música, dance etc.

 

  • Consulte seu médico periodicamente e siga as suas orientações

 

  • Caso utilize medicamentos, tome-os regularmenteconforme a orientação médica. Nunca abandone o tratamento.Caso possua qualquer dúvida sobre o medicamento ou sobre a ocorrência de um possível efeito colateral, converse com seu médico.

 

  • Verifique sua pressão arterial regularmente, escolhendo o momento mais adequado para isso. São essas medidas que definem um bom controle pressórico. Não use como parâmetros a existência de sintomas ou não. Não há necessidade para aferições diárias ou mais de uma vez ao dia.

 

Referências:

 

  1. 2017ACC/AHA/AAPA/ABC/ACPM/AGS/APhA/ASH/ASPC/NMA/PCNAGuideline for the Prevention, Detection, Evaluation, and Management of High Blood Pressure in Adults: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines.J Am Coll Cardiol 2017;Nov 13

 

  1. Malachias MVB, Souza WKSB, Plavnik FL, Rodrigues CIS, Brandão AA, Neves MFT, et al. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Arq Bras Cardiol 2016; 107(3Supl.3):1-83

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